O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/04/2020

A obra “A redoma de vidro” de Sylvia Plath narra as vivências da jovem Esther que, após se mudar para Nova York, sofre com as dúvidas, as pressões sociais e a falta de apoio. Essas funcionam como um gatilho que causa a depressão na protagonista e, posteriormente, as tentativas de suicídio. De forma análoga, inúmeros brasileiros enfrentam aquela doença, principalmente os jovens, que experimentam as emoções e as incertezas advindas da mocidade. Nesse sentido, é necessário analisar as causas do aumento desse transtorno mental na população adolescente, com o fito de diminuí-lo.

Em primeiro lugar, a falta de abordagem de temas relacionados à saúde mental dos alunos, como a  depressão, nas instituições de ensino contribui para a manutenção de estigmas sociais. Pois, ao não proporcionar um ambiente que promova transformações nas mentalidades dos seus discentes, abordando assuntos presentes em seu cotidiano e aos que o cercam, bem como desmitificando os tabus e os prejulgamentos que envolvem a depressão, propicia a manutenção de preconceitos e banalização dessa doença. O que desestimula as pessoas que estão doentes a contar sobre isso com medo de represália. Tal situação contraria a visão das escolas como veículo de mudança social

Outrossim, em muitas famílias não são debatidos assuntos relacionados a saúde mental dos jovens. Ademais, sabe-se que o período de transição da infância para a fase adulta é repleto de dúvidas, medos e pressões, e a junção disso pode levar a depressão. Face a isto, a falta discussão sobre essa temática, causa uma lacuna entre quem sofre com a doença e aqueles que podem auxiliá-lo, agravando essa situação. Uma vez que, estes não terão informações de como proceder nessa situação, das causas, dos sintomas, dos impactos e do tratamento. Inclusive, isso pode ocasionar casos de suicídios. Sendo esta, a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde.

Portanto, torna-se necessário a criação de projetos para reduzir o índice de depressão entre os jovens brasileiros. Logo, a Secretária de Saúde juntamente com as escolas devem ofertar palestras, seminários e rodas de conversa sobre depressão, ansiedade e cuidados com a saúde mental, administradas por profissionais da área. Tendo como público alvo os alunos, os pais e os servidores. Dessa forma, há a diminuição da desinformação e, consequentemente, o preconceito.  Ademais, cabe àquelas, ofertar psicólogos em escolas e Unidades de Saúde da Família, tornando mais democrático o acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento da depressão. Assim, evita-se que situações como as vivenciada pela Esther ocorra com os adolescentes no Brasil.