O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 30/03/2020

Desde os primórdios pode-se observar casos de depressão, e ao decorrer dos séculos o intenso aumento destes. No filme “Geração Prozac”, a protagonista, Lizzie, afirma estar vivendo em um “Estados Unidos da depressão”. Sendo registrados no ano de 2001 mais de 300 milhões de receitas de antidepressivos só nos Estados Unidos. A depressão é uma doença, que por causar diversas consequências negativas na vida do indivíduo,e até mesmo o suicídio, não pode ser banalizada.

Dados realizados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) apontam que o suicídio é segunda principal causa de morte entre jovens entre 15 e 29 anos. Pode-se considerar a adolescência o período mais importante para desenvolvimento de um  indivíduo, com todas suas frustrações, inseguranças e consequências indesejadas. Nos dias atuais, grande parte da população tem acesso a redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter. Nestas, há uma grande diversificação de pessoas, gêneros e interesses. As redes sociais têm efeitos negativos em uma boa parte de pessoas, isso porque podem despertar insegurança, baixa autoestima, sentimentos de inferioridade, e desencadear muitos outros sintomas, que junto a um histórico, podem se tornar um gatilho para essa doença. Outro fator desencadeador da depressão é a pressão sofrida logo no início da vida adulta, onde boa parte das decisões vão afetar gradualmente em toda a vida. E, que, dependendo da estabilidade psicológica, devido ao desgaste ocasionado em diversas situações, pode-se engatilhar a depressão.

Paralelo a esses fatores, tem-se a falta de debate e conhecimento necessário sobre a depressão em escolas, áreas públicas, empresas, e outros locais. Que na maioria das vezes priorizam palestras como Gravidez na adolescência, DSTs, Viroses, e outras, mas há uma grande negligencia quando se trata da depressão e outras doenças mentais.

Diante dos fatores apresentados, nota-se a importância do conhecimento de todos sobre a depressão e a iniciativa para a reversão de indicies desta. Levando em consideração os aspectos citados acima, e assim como o Instagram e Twitter decidiram tomar medidas que diminuíssem a toxidade nas redes, como a ocultação de likes e retuítes, o Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde deveriam criar programas em escolas, como o aumento de palestras que abordam sobre o assunto e também aumentar o número de psicólogos para que mais jovens tenham acesso ao tratamento dessa doença. É importante também a implantação de profissionais que cuidem da sanidade mental dos funcionários em empresas, e o aumento destes funcionários em áreas públicas, como postos de saúde, para que toda a população tenha acesso, e diminuir assim, gradativamente, os índices de depressão.