O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/03/2020
Em 2016, cerca de 50 pessoas perderam suas vidas no nordeste brasileiro devido a doença depressão, segundo dados da plataforma digital G1. Esse fato demonstra a fragilidade do sistema público de saúde, a qual por falta de investimentos em propagandas educativos de estímulo ao combate de doenças crônicas, gera o principal problema do país: desconhecimento da importância de refletir sobre o aumento de jovens diagnosticados com depressão. Assim, observa-se a necessidade de analisar criticamente os avanços e os desafios para uma possível solução da problemática.
A princípio, vale ressaltar o progresso obtido na luta para assegurar o direito à vida e à saúde a todos os cidadãos. Mário de Andrade, importante poeta brasileiro, diz: “o passado é lição para se meditar, não para se reproduzir”. Tal assertiva, faz referência ao período da Segunda Geração Romântica, quando a população europeia foi vítima da tristeza profunda, da baixa autoestima e da busca por suicídio causados pela ausência de medidas profiláticas contra a depressão, isto é, medidas de prevenção. Por tudo isso, ocorreu a criação da organização Centro de Valorização da Vida, a qual baseia-se na disseminação de apoio emocional anônimo e sem custo, com vistas a desenvolver o sentimento de esperança e apoio emocional nas pessoas que buscam se mutilar.
Ademais, é indispensável destacar os obstáculos enfrentados no combate à mutilação. Nesse sentido, semelhante ao ocorrido no nordeste brasileiro em 2016, inúmeros jovens não estão sendo estimulados a refletir sobre o aumento da manifestação da depressão nos âmbitos escolar e social. Isso ocorre porque há pouco investimento pelo Ministério da Saúde em palestras, gincanas escolares e propagandas midiáticas capazes de alertar a população em amplo território nacional sobre o aumento do número de jovens diagnosticados com depressão e, por conseguinte, alternativas de prevenção; algo grave, tendo em vista que não estimular uma análise detalhada da depressão pela sociedade vai em desencontro com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo objetivo é garantir a proteção e o bem-estar de todos os brasileiros.
Depreende-se, portanto, que ações a favor da ampliação do conhecimento acerca do número de jovens diagnosticados com depressão devem ser imediatamente iniciadas. Para tanto, o Ministério da Saúde, órgão responsável por assegurar o acesso à saúde pública, deve investir em programas educativos de estímulo à reflexão sobre a depressão, por intermédio de gincanas escolares, palestras entre profissionais da saúde e comunidade e propagandas midiáticas em horário integral, com o objetivo de aumentar o índice de brasileiros informados. Somado a isso, cabe ao Ministério da Educação disponibilizar, desde as séries iniciais, salas de atendimento psicológico para os alunos.