O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/03/2020

Sob a perspectiva do psicólogo Andrew Solomon: “a depressão não é tristeza, o oposto da depressão não é felicidade, mas vitalidade”. De acordo com essa definição, essa doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está presente em um a cada seis jovens de quinze a vinte e nove anos, sendo assim o  maior caso de males a saúde da atualidade. Nesse contexto, esse transtorno mental, mesmo sendo amplamente divulgado pela mídia, ainda é considerado um tabu, principalmente entre os jovens, dificultando o seu tratamento, progredindo, portanto, para um quadro mais grave.

Logo, por não haver um diálogo direto com os jovens que sofrem de depressão, muitas vezes essa doença é confundida com atitudes de rebeldia, normalmente atribuídas à juventude. Esse pensamento só dificulta e agrava a situação, pois a falta de procura por ajuda, segundo pesquisas, acaba levando a diversos outros problemas incapacitantes, como câncer, derrame cerebral e, em casos mais graves, o suicídio, correspondendo a morte de um a cada três jovens.

Estudos demonstram que o cérebro da pessoa com depressão é  disfuncional, sendo assim, diferente do cérebro de uma pessoa saudável. Por isso, muitas vezes, a terapia tradicional usada como tratamento não é suficiente, sendo necessário recorrer a outros meios, como o uso de medicamentos e terapias eletroconvulsivas em casos mais graves.

Em vista disso, nota-se a importância da divulgação de informações dessa doença, não só por parte de campanhas governamentais, mas também em escolas, incentivando discussões sobre esse assunto, por meio de palestras e pela disponibilização de psicólogos, gerando, como consequência, um diálogo mais livre e sem preconceitos, ocorrendo, assim, uma maior procura por ajuda profissional.