O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Ao longo da crise de 1929, ocorrida por conta da quebra da Bolsa de Nova Iorque, muitas pessoas se viram sem oportunidades e isso impulsionou um aumento no índice de casos de depressão da época. O aumento de casos de depressão é constante, e remete-se em várias pessoas, sem ter escolha de raça, statos financeiros, sexualidade, e gênero nas famílias brasileiras. Dessa maneira, deve-se analisar como a negligência da depressão como doença e as relações sociais impostas pelo capitalismo influenciam na problemática em questão.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge 322 milhões de pessoas no mundo. Isso ocorre, já que é negligenciada como doença e resulta em um diagnóstico tardio, o que acaba agravando o quadro depressivo e aumenta o número de casos. Assim, muitos jovens acabam sofrendo preconceito por serem vistos como preguiçosos e desanimados. Em decorrência desse negligenciamento, o próprio indivíduo tende a “camuflar” a doença , tornando-a ainda mais perigosa.
Além disso, fora a sociedade que acaba não respeitando quando se trata de certos assuntos, o capitalismo acaba sendo um dos causadores do problema. Pois ele incentiva a dependência de recursos financeiros para a construção de um futuro estável. Desse modo, quando os brasileiros se deparam com a falta de dinheiro, demissões no trabalho e falta de emprego, comuns no mundo atual, desenvolvem um medo do futuro. Por consequência, isso acaba aumentando os casos de depressão entre a população e tornando-se a doença psíquica que mais cresce no Brasil, de acordo com a USP (Universidade de São Paulo).
Com Isso, fica bem evidente, que a depressão é um impasse no nosso país e precisa de sérias propostas para ser combatida. Contudo, o Ministério da Comunicação em parcerias com canais de televisão, devem informar Alguns dos principais sintomas resultantes da depressão, sendo retratada como uma doença psíquica, por meio de campanhas publicitárias e criando debates em rede nacional, para orientar os estágios da doença e onde pode buscar ajuda. Igualmente, cabe ao Ministério da Saúde, a implantação de médicos psiquiatras que atendam em hospitais públicos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), através de emenda constitucional, para viabilizar formas de combate a doença com acompanhamento médico. E assim, diferente do que aconteceu em 1929, as pessoas com esse trastorno poderão tratar a doença e tendo como resultado a diminuição dos casos de depressão.