O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/05/2020

Durante a crise de 1929, gerada pela quebra da Bolsa de Nova Yorque, muitas pessoas se viram sem oportunidades e isso impulsionou um aumento no índice de depressão. Tal processo de aumento da depressão é constante e acomete milhares de pessoas no Brasil. Dessa maneira, deve-se analisar como a negligência da depressão como doença e as relações sociais impostas pelo capitalismo influenciam na problemática em questão.

Nesse contexto tem-se que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge 322 milhões de pessoas no mundo. Isso ocorre, já que a mesma é negligenciada como doença e resulta em um diagnóstico tardio, o que agrava o quadro depressivo e aumenta o número de casos. Assim, muitos jovens acabam sofrendo preconceito ao serem vistos como preguiçosos e desanimados. Em decorrência desse negligenciamento, o próprio indivíduo tende a camuflar a doença, tornando-a ainda mais perigosa.

Além disso, o capitalismo é um dos causadores do problema. Isso acontece pois, ele incita a dependência de recursos financeiros para a construção de um futuro estável. Desse modo, quando os brasileiros se deparam com a falta de dinheiro, demissões no trabalho e falta de emprego, comuns no mundo atual, desenvolvem um medo ao futuro. Por consequência, gera o aumento da depressão entre a população e torna-se a doença psíquica que mais cresce no Brasil, segundo a Universidade de São Paulo. Fica evidente, portanto, que a depressão é um impasse no país e precisa de sérias propostas para ser combatida.

Em razão disso, o Ministério da Comunicação em parcerias com canais de televisão, devem informar os sintomas resultantes da depressão, sendo retratada como uma doença psíquica, por meio de campanhas publicitárias e criando debates em rede nacional, a fim de orientar os estágios da doença e onde buscar ajuda. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde, a implantação de médicos psiquiatras que atendam em hospitais públicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através de emenda constitucional, para promover formas de combate a doença com acompanhamento médico. Com isso, diferente do que aconteceu em 1929, as pessoas com esse trastorno poderão tratar a doença e os casos de depressão virão diminuir.