O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/05/2020

Durante o século XIX, na segunda geração romântica, foi retratado uma sociedade brasileira de obras pessimistas e personagens melancólicas, de uma tristeza profunda e idealização da morte. Atualmente o Brasil apresentou uma crescente alta em casos de depressão na adolescência. Essa realidade pode se retratar pela fragilidade de relações pessoais, como também, pelo requisito de padrões sociais impostas a essas pessoas. Podem ser causadores também por consequência de um trauma. Para evitar tal crescimento é necessário uma ação do Governo Federal em conjunto com a sociedade, em combate a essa problemática.

Primeiramente, as relações pessoais e familiares podem se realçar como uma das grandes causas do aumento da depressão na juventude. Isso porque, na maioria das famílias, não possui mais o hábito do diálogo e intimidade, até mesmo entre pais e filhos. Zigmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês, explica na sua metáfora de “modernidade líquida” que, no mundo moderno, as relações interpessoais se tornaram fluidas e sem importância comparadas com a necessidade de se produzir e se manter presentes nas redes sociais. Assim sendo, diante dessa realidade, os jovens quando exibe suas angustias e inseguranças recebem dos pais o título de fracos e sentimentalistas, tornando-os ianda mais vulneráveis.

Do mesmo modo, os padrões sociais, muitas vezes, são causas de decepções perante o sentimento de antagonismo social. Preconceito contra a orientação sexual, bullying e insatisfação com o corpo são alguns componentes de um conjunto de frustrações, ou até traumas, no período de transação da infância para a adolescência de um jovem. Comprovando, desse modo, a intensa fragilidade dessa fase para desencadear sintomas depressivos e autodestrutivos. Um indício é que 12% dos jovens entre 12 e 18 anos de idade sofre com a doença, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo.

Percebe-se, portanto, que a sociedade pode colaborar com o desencadeamento da depressão na adolescência. Para abrandar o problema, os pais e familiares devem retomar o hábito de construir laços afetivos com jovens, por meio de diálogos suscetíveis que dê abertura ao adolescentes de tratar os assuntos que lhes angustiam, podendo identificar e tratar os casos de depressão para que consequências autodestrutivas não cheguem a acontecer. Além disso, cabe a mídia, divulgar, conteúdos contra os padrões sociais ideais para a integração desses, por meio de programações e da rede, com o intuito de exterminar o sentimento de exclusão por não pertencer a tal idealização. Cabe ao Ministério da saúde divulgar sobre programas contra depressão, como o programa Viva. Com essas medidas, no futuro, tal doença possa ser o mal, exclusivo, da literatura romântica.