O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/05/2020

Com o caminhar dos avanços da tecnologia usados em prol da ciência, cientistas puderam encontrar a cura para diversas doenças que durante muito tempo devastaram a sociedade, como a rubéola ou o sarampo. Entretanto, até o momento atual, o homem não foi capaz de identificar uma cura para a depressão, conhecida também como a “doença do século”. Tendo como este, um problema que não afeta somente as pessoas mais velhas, como também atinge grande parte da população jovem, e deve receber a devida atenção.

A depressão é uma doença que pode ocorrer por diversos motivos, sendo muitas das vezes causadas por problemas pessoais, como a baixa auto estima, falta de confiança em si próprio ou até mesmo o abandono familiar. Outros fatores de grande influência para a depressão é a constante pressão e as cobranças na vida acadêmica dos jovens, sem contar com o bullying, visto como um dos principais causadores da “doença do século”. E por falta de tratamento ou receio de um pré-julgamento ao ir buscar por ajuda, feito por amigos ou até mesmo pelos próprios pais, leva a vítima muitas das vezes ao suicídio.

Por ser uma doença extremamente silenciosa, o número de diagnósticos vem aumentando cada vez mais, principalmente aqui no Brasil, onde de acordo com o Mapa da Violência do ano de 2017 o número de suicídios cometidos por jovens de 15 a 29 anos teve um aumento de 10%. Tendo em vista o aumento desenfreado de diagnósticos de depressão e dos casos de suicídios causados pela mesma, órgãos governamentais como o Ministério da Saúde devem investir em palestras, atividades e na divulgação de campanhas para a prevenção ao suicídio, onde os jovens poderão ser atendidos por profissionais qualificados nos postos de saúde mais próximos a suas casas, até mesmo sem a presença de um responsável.

Dessa forma, com uma maior divulgação a respeito da depressão, não só as vítimas, mas também toda a sociedade, terá conhecimento sobre a “doença do século”, evitando assim um pré-julgamento por parte de quem convive com uma vítima e ajudará a mesma a buscar auxílio de forma gratuita no serviço fornecido pelo governo, o que consequentemente acarretará na diminuição de diagnósticos e de suicídios em meio aos jovens, enquanto a ciência não descobre a cura definitiva.