O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 18/05/2020

Em seu livro “A Rosa Do Povo”, Carlos Drummond De Andrade, poeta modernista, escreve sobre o pessimismo e a infelicidade da população brasileira, que até o ano de 1945, observava o terror da Segunda Guerra Mundial. Fora da poesia, é nítida a grande quantidade de pessoas com problemas psicológicos, sendo estas majoritariamente jovens, no Brasil, como a depressão, que pode levar ao suicídio. Com efeito, esse cenário nocivo é fruto da incessante busca por aprimoramento técnico pelos jovens, bem como da indiferença política ante essa problemática.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a depressão pode atingir profundamente a rotina de muitos jovens, assim, tragicamente, ela tem gerado problemas para estudantes e trabalhadores de diversas áreas. Nesse aspecto, o documentário “Take Your Pills”, por exemplo, apresenta o caso de jovens universitários que consomem drogas para aumentar seu rendimento em provas e projetos. Entretanto, eles tornam se extremamente dependentes, o que acarreta um profundo quadro depressivo quando eles não se automedicam. Comprova-se, então, o protagonismo do insustentável acúmulo de estresse no desenvolvimento dessa enfermidade, que segundo o filósofo Émile Durkheim, é fruto de uma sociedade anômica que é displicente com os doentes.

Por conseguinte, a imprudência dos governantes ante a depressão e o suicídio na sociedade atuam de forma a perpetuar essa realidade. Nesse sentido, a indiferença dos políticos, tragicamente, deve-se à inércia no Congresso para projetos que assistam os necessitados, pela falta de apoio em escolas e universidades na criação de mecanismos que atendam devidamente essa população. Acerca disso, uma pesquisa divulgada pelo Organização Mundial Da Saúde (OMS) afirma que mais de 1,5 milhões de brasileiros sofrem problemas psicológicos, dado que reflete a incapacidade executiva no combate ao estorvo. Logo, é letal que um país signatário da Declaração Universal Dos Direitos Humanos, como o Brasil, o Estado negligencie o direito social da saúde.

Portanto, é claro o dever de combater o aumento da depressão entre os jovens no Brasil. Assim, é preciso erradicar o problema por meio das escolas. Logo, urge que os colégios promovam um maior contato com as famílias dos alunos, por meio de reuniões semanais e visitas em domicílio, fortificando, assim, a promoção de ambientes mais saudáveis para os jovens, e impactando positivamente em seus hábitos escolares. Concomitantemente, deve promover uma reflexão dos estudantes sobre a depressão, mediante a inserção no currículo estudantil de matérias que lhes ensinem sobre a importância do cuidado psicológico, garantindo, consequentemente, a diminuição do suicídio.Espera-se, sob tal perspectiva, que a infelicidade modernista se restringirá apenas à ficção.