O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 28/05/2020

Nociva. Essa é a melhor adjetivação para discutir o aumento da depressão entre os jovens no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% dos brasileiros sofrem depressão. A configuração de tal cenário se dá a partir da análise dos traumas de infância e da ansiedade. Logo, medidas que tragam características positivas para o tema são imprescindíveis.

Em primeira análise, vale ressaltar os traumas de infância como um dos problemas. Uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) verificou que o chamado estresse precoce – termo que engloba tanto traumas e maus-tratos físicos como abusos sexuais e emocionais sofridos por crianças e adolescentes – pode agravar quadros de depressão na vida adulta. As pessoas podem ter vivenciado traumas nas primeiras décadas de vida que nunca foram resolvidos internamente, o que as torna mais propensas a desenvolverem a doença.

Em segunda análise, vale ressaltar também a ansiedade como um dos problemas. A ansiedade é considerada o mal do século e também um dos fatores de risco para a depressão. Há quem diga que pessoas ansiosas e estressadas vivem no futuro e acabam por não usufruir dos momentos reais e verdadeiros da vida: o aqui e agora. Pensar demais no futuro resulta em insatisfação pessoal, por não conseguir resolver e lidar com os possíveis problemas do amanhã. Dessa maneira, as pessoas permanecem angustiadas e aflitas, resultando em quadros emocionais mais graves, como a depressão.

Infere-se, portanto,que medidas são necessárias para resolver o aumento da depressão entre os jovens no Brasil. O Ministério da Saúde (MS) deve estabelecer parcerias com ONGs, auxiliando em projetos, promovendo campanhas de conscientização sobre a depressão com oficinas e palestras, para as pessoas saberem mais sobre a doença e ficarem atentos as pessoas ao seu redor e direcionando elas a um profissional.