O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 07/07/2020
O combate a depressão, que é conhecida também como “o mal do século XXI”, ganhou extrema relevância no Brasil contemporâneo, visto que, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, os atendimentos do Sistema unificado de Saúde (SUS) a jovens que sofrem de depressão, tiveram um aumento superior a 100% entre os anos de 2015 e 2018. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: a desinformação presente na sociedade e o uso indevido das redes sociais.
Primeiramente, como consequência da ineficiência do Governo Federal em tornar conhecido entre os cidadãos os riscos da depressão – como problemas relacionados ao convívio social, automutilação e até mesmo suicídio – se dá uma parcela de população ignorante que taxa a depressão entre os jovens como “frescura”. Relacionado a isso, o sociólogo Zygmunt Bauman criou o termo “instituição zumbi”, segundo o qual as instituições, como o governo, existem, mas não exercem o seu papel social. Entende-se então, desse modo, que enquanto houver negligência por parte do governo, muitos dos que são próximos aos adolescentes, continuarão desencorajando os mesmos a buscarem ajuda médica.
Por outro lado, os maus hábitos exercidos pelos assintomáticos nas redes sociais – como o uso exagerado e a fixação por “likes” e comentários de outros usuários – trazem o agravamento dos sintomas. Nesse sentido, um estudo publicado na revista Lancet concluiu que jovens de 14 anos, que usaram as redes sociais por 5 ou mais horas, demonstraram um agravamento de até 50% nos sintomas de depressão. Depreende-se, portanto, que o acesso descontrolado a essa mídia contribuiu e continua contribuindo para a piora do quadro dos afetados.
Portanto, é necessário que o governo faça parcerias com o Ministério de Saúde e vise a criação de campanhas informativas – com vídeos, animações, depoimentos de pessoas que passaram pela depressão e participação de especialistas - veiculadas aos meios de comunicações onlines e off-lines, afim de informar a população acerca da gravidade do problema enfrentado e a importância do tratamento. Paralelamente, é preciso que os proprietários dos meios de comunicação criem estratégias para controlar o acesso desgovernado dos usuários, de modo que deixem de contribuir para esse mal. Só assim, será possível a criação de uma nação aonde os jovens realmente serão protegidos.