O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/07/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garante a todos os cidadãos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, indivíduos acometidos com depressão ficam impossibilitados de desfrutar desse direito universal na prática. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de suporte familiar e problemas laborais influenciam na problemática em questão.
Primeiramente, vale ressaltar que o apoio familiar está relacionado com o senso de estabilidade, bem-estar psicológico, enfrentamento de problemas e diminuição dos sintomas da depressão. Conforme afirmou o escritor Coelho Neto, é na educação e cuidados com os filhos que se revelam as virtudes dos pais. Nesse viés, percebe-se que a incompreensão da doença, a falta de ajuda mútua dos genitores e do interesse genuíno pelo outro acabam contribuindo para a persistência desse impasse.
Outrossim, atrelado a essa questão, muitos profissionais vivem em ambientes de trabalho com jornadas exaustivas, imposição de metas abusivas e falta de reconhecimento. Consoante a Organização de Mundial de Saúde (OMS), no Brasil mais de 75 mil pessoas foram afastadas do trabalho por depressão em 2016. Em virtude disso, torna-se evidente que pressões impostas em ambientes corporativos podem estar diretamente ligados ao desenvolvimento de algum transtorno mental.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para mudar esse cenário. Desse modo, o Ministério da Saúde e da Educação, por meio de investimentos, deve promover palestras educativas sobre a depressão para os jovens e seus familiares nas escolas do país, a fim de promover mais conhecimentos e romper alguns paradigmas. Ademais, O Ministério da Economia, em parceria com empresas públicas e privadas, deve promover programas de apoio e acompanhamento as vítimas de depressão, acometidas em ambientes de trabalho, para tentar minimizar a gravidade e os danos que ela acarreta. Dessa forma, esses cidadãos poderão usufruir desse direito universal.