O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 15/07/2020
De acordo com o 6° artigo da Carta Magna, o Estado é responsável pela garantia de múltiplos direitos à população, dentre eles, a saúde. Contudo, o que se observa na realidade é o oposto, visto que o Brasil possui índices exorbitantes de psicoses em jovens e adolescentes, tal como a depressão, a doença denominada “Mal do século” que impossibilita a concretização desse dever constitucional. Esse cenário antagônico tanto é fruto de uma má administração educacional quanto de uma crise financeira. Á frente disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Em primeiro ponto, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodierna- mente ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente, entretanto, ocorre o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no crescimento exponencial de depressão no país, já que a saúde mental é pouco explorada no ambiente escolar, em função de que o MEC(Ministério da Educação) prioriza a efetivação de esportes nas escolas, em harmonia com blog “Info Net”. Logo, a saúde mental é desprezada e, inúmeros jovens sofrem de depressão, pois, mais de 10% da população mundial entre 14 e 17 anos sofre de depressão, conforme a OMS(Organização Mundial da Saúde). Desse modo, faz-se mister uma reformulação na matriz educacional exigida pelo MEC.
Em segunda análise, vale salientar a crise econômica presente no Brasil como promotora do avanço em relação ao “mal do século”, conforme a revista “Gazeta do Povo” o país não permite avanços em diversas áreas pela falta de capital, entre elas, saúde e educação. Diante disso, é notório o desenvolvimento de psicoses na sociedade brasileira, em razão de que sem investimentos para conter o conflito, é eminente a progressão dos índices de depressão, porquanto, mais de 5% da população sofre de alguma psicose, segundo o Ministério da Saúde. Partindo desse pressuposto, origina-se a “Modernidade Líquida”, consoante ao sociólogo polonês, tal hodiernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e financeiras. Sob esse viés, pode-se apontar tal contemporaneidade como um empecilho à consolidação de uma solução.
Portanto, infere-se que ainda há entraves para amenizar os casos de depressão no país. Destarte, com o intuito de mitigar a contenda, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em mecanismos que não ultrapassem o limite financeiro disponível, mediante o MEC, objetivando implantar programas nas escolas, a fim de desenvolver a saúde mental nos alunos. Dessa maneira, o Brasil poderá efetuar os direitos impostos pelo 6° artigo da Carta Magna.