O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 22/07/2020

O Brasil possui uma massa expressiva de jovens em estado de depressão e debilidades psicológicas, já que estão imersos em  uma “dinâmica coercitiva”, no que diz respeito à pressão social, conforme o sociólogo Durkhéim. Nesse ínterim, tal coerção é observada na modernidade pela negação do indivíduo em reconhecer suas vulnerabilidades psíquicas, bem como a negligência institucional da Máquina Pública em instruir a população sobre saúde mental e suas implicações.

Dessa maneira, necessidade do jovem mostrar-se rotineiramente bem, disposto e equilibrado o consome e assume características danosas, tendo em vista a manifestação de quadros melancólico-depressivos em situações de estresse e ansiedade constante. Diante disso, tal situação é observada na taxa de suicídio de jovens universitários brasileiros, devido tanto a uma excessiva pressão acadêmica quanto um “vazio existencial”, conforme dados da Unesco sobre o Mapa da Violência, os quais mencionam o aumento da depressão nesse segmento. Nesse contexto, tal pressão social pela felicidade cotidiana concebe a saúde mental como um indicativo de fraqueza e carência moral de virtudes, inibindo os cidadãos transtornados da busca pelo tratamento terapêutico profissional e, consequentemente, tendendo  a agravar seus quadros psicológicos.

Portanto, o Ministério da Educação, enquanto responsável pela grade curricular escolar, deverá definir o ensino das habilidades sócio-emocionais como constituinte do ensino fundamental, médio e universitário, por intermédio de oficinas psicossociais instrutivas sobre saúde mental por profissionais capacitados. Ademais, essa ação deverá ocorrer em concomitância ao ensino das ciências humanas, de modo a estimular o senso de coletividade, empatia e autoconhecimento, com o objetivo de construir um espectro harmônico, coeso e de menor poder coercitivo durkheimiano, para finalmente observar a diminuição dos casos de depressão entre os jovens brasileiros.