O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/08/2020

A frase da psicanalista alemã, Karen Horney, que diz: “A preocupação deveria levar-nos á ação e não à depressão”, retrata o cenário da hodiernidade. Desse modo, nota-se como a constante aflição tem adoecido a geração atual, principalmente os jovens. Nessa analogia, o aumento da doença entre o adolescentes no Brasil, cria-se devido não só aos pensamentos contínuos de que é necessário chegar à perfeição exigida nas redes sociais, mas também à falta de autoconhecimento, que provém, muitas vezes, da auto-comparação.

Em primeiro lugar,  a tecnologia não só proporcionou a aproximação de pessoas distantes, mas também a proximidade de opiniões alheias que nem sempre são positivas. Isso, consoante ao pensamento da compositora Libby Larsen de que o grande mito do nosso tempo é que a tecnologia é comunicação, expõe que esse conceito encontra-se deturpado em nosso país, à medida em que a obrigatoriedade de ter o corpo, bens materiais e qualidade de vida exigida nos meios de interações sociais  só aumentam, e dessa forma, cria-se uma falsa imagem de que alcançar a perfeição é possível.

Igualmente, destaca-se a falta de autoconhecimento entre a juventude atual. Sendo assim, a depressão torna-se mais vulnerável diante as opiniões que são levadas como verdade a partir do momento em que o jovem não se conhece o suficiente para conseguir não se importar com o ponto de vista dos outros. Á vista disso, a frase do cantor Eminem, que diz: “As críticas não me abalam, os elogios não me iludem. Sou o que sou, não o que dizem”, deveria ser colocada em prática.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, a família, por meio de apoio e auxílio, deve ajudar na autognose do adolescente. Nesse sentido, o intuito de tal ação é fazer com o que o jovem entenda suas próprias características e objetivos. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.