O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 16/08/2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que não há saúde sem saúde mental, cuja falta pode custar até a vida do indivíduo. Em virtude disso, nota-se a fragilidade dos brasileiros defronte à depressão e seus impactos na sociedade, visto que o Brasil é o país mais melancólico da América Latina. Esse grave episódio, sobretudo, é decorrente, muitas vezes, devido à deficiência de informações relacionadas ao tema, que contribui para o crescente número de suicídio na nação.

A princípio, vale pontuar que, apesar do aumento das discussões sobre doenças psíquicas no Brasil, ainda persiste um impasse quanto a esta abordagem. Na teledramaturgia “Malhação, vidas brasileiras” abordou esse paradigma que, mesmo em um ambiente no qual a discussão estava em pauta, esta não foi transmitida como esperado, contextualizando no sério transtorno depressivo de um personagem. Consoante a isso, na vida real, apesar das vinculações em questão ganharem visibilidade, a notificação de casos de pacientes depressivos no país aumentou, segundo o Ministério da Saúde. Nesse cenário, são trágicos os efeitos decorrentes da patologia supracitada, que geram isolamentos sociais que agravam esses distúrbios, pois não houve tratamento adequado.

Consequentemente, com o debate fragilizado e ausência do acompanhamento especializado, acarreta com o alto índice de autoextermínio, principalmente entre cidadãos de 13 a 17 anos, segundo o portal de notícias G1. Na obra “O sofrimento do jovem Werther”, do escritor alemão Von Goethe, retrata a profunda depressão do Werther que, sem saber como lidar com profunda solidão, provocou autoquíria. No período da obra, durante o século XIX, houve um grande número de pessoas que se espelharam no livro, potencializado principalmente com o a falta de discussão a respeito da tristeza profunda, o qual ficou conhecido como “Efeito Werther”. Infelizmente, na contemporaneidade, efeitos semelhantes ao mencionado são evidentes no país, como a corrente da rede social “baleia azul” que levou a autodestruição de muitos adolescentes no Brasil, de acordo com o jornal o Globo. Dessa forma, torna-se necessária uma abordagem cada vez mais didática sobre o assunto.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a reverter o quadro em questão. Logo, cabem as escolas e a família – agentes responsáveis por introduzirem conceitos na formação dos infantes – abordarem à problemática, por meio de oficinas e consultas com profissionais especializados nesses transtornos, com a finalidade tornarem os jovens conscientes e capazes de identificarem o momento de solicitarem ajuda. Ademais, o Ministério da Educação deve disponibilizar recursos financeiros para a preparação dos discentes quanto a abordagem sobre as doenças psíquicas. Assim, será um passo para o Brasil caminhar na contramão do primeiro lugar da nação latina mais depressiva.