O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/08/2020
A série americana de drama, “Euphoria”, foi uma das maiores estreias da HBO em 2019. Ela aborda diversos assuntos polêmicos, mas que se tornam normais entre os jovens, como: a depressão, a gravidez na adolescência, ansiedade, relacionamentos abusivos, entre outros. Ela ganhou popularidade por a série adolescente mais explícita, tendo cenas de automutilação, abuso sexual e violência doméstica. A depressão ganha um episódio inteiro para ser demonstrada realisticamente quando sua protagonista, Rue, admite não ter ânimo para sequer ir ao banheiro, assim ficando com infecção urinária.
Atualmente, os jovens vêm liderando as taxas de depressão ao redor do mundo, e no Brasil isso só se confirma com as pesquisas publicadas pela Gazeta do Povo, já que, nos últimos dezesseis anos, essa taxa aumentou 705% entre os jovens e, em conjunto com essa, a taxa de suicídios aumentou cerca de 16%, fazendo o Brasil ser o país com mais quadros depressivos de toda a América Latina. Isso tudo é muito preocupante devido a probabilidade de jovens depressivos desencadearem novas doenças psicológicas durante seu crescimento, como bipolaridade, ansiedade generalizada, e outras doenças dessa categoria.
Além das consequências individuais, a depressão também pode causar diversos efeitos econômicos, como a alta compra de antidepressivos e remédios do tipo. Ademais, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que a depressão afeta diretamente a qualidade de trabalho da pessoa, logo tendo um desempenho menor no trabalho visto que ela causa falta de atenção, perda de memória e dificuldades com planejamento e tomada de decisões, o que também pode ser considerada uma consequência econômica ao país ou à própria empresa no qual está empregado.
Em suma, a depressão é uma doença crônica que pode ser causada por diversos motivos, mas por estar aumentando cada vez mais, precisa-se de maneiras para combatê-la, ou melhor: tratá-la. Isso seria administrado e fiscalizado pelo Ministério da Saúde, já que este pode ser incluído na saúde mental do povo brasileiro, e poderia começar com: terapias e consultas psicológicas obrigatórias em colégios e ambientes de trabalho, um maior fornecimento de informações sobre a depressão e seus sintomas e um maior apoio escolar aos estudantes, dado que eles são as maiores vítimas da depressão atualmente.