O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/08/2020
A série Norte-Americana “13 Reasons Why” retrata a história de Hannah Baker, uma adolescente que tirou sua própria vida. A narrativa foca em mostrar os problemas da jovem, que entre muitos seriam a falta de apoio dos pais, ansiedade e angústia. Nesse sentido, no que se refere à questão do aumento da depressão entre os jovens no Brasil percebe-se a configuração de um grave problema em virtude do uso equivocado de redes sociais e da falta de compreensão da sociedade.
Primeiramente, é importante ressaltar que em um mundo globalizado, dificilmente um jovem não faz parte de alguma mídia social, como Facebook, Instagram e Twitter. No entanto, o problema não está em ter um perfil social, mas sim no seu mau uso. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 41% dos jovens brasileiros sentem tristeza e ansiedade ao usarem redes sociais. Isso ocorre porque muitos adolescentes julgam necessário postar a foto perfeita e alcançar determinado número de likes, o que não faz parte da realidade de todos, fato esse tão preocupante, que levou a empresa Instagram fazer a retirada dos números de curtidas das fotos.
Além disso, outro problema muito alarmante são as maneiras que a sociedade lida com a doença depressão. Mesmo com estudos comprovando que o Brasil é o terceiro país mais deprimido do mundo, como mostra o Diagnóstico de Doenças Mentais, a doença ainda é muito desprezada, sendo taxada como falta de Deus, preguiça, egoísmo e até frescura. Além disso, a depressão desperta seus sintomas em qualquer idade ou classe social, levando qualquer indivíduo a ter problemas não só com o humor, mas também com sono, alimentação e vida social, sendo fundamental a compreensão da família e dos amigos.
Portanto, para solucionar o aumento da doença, medidas precisam sem tomadas. Faz-se necessário que o Ministério da Educação, juntamente com os Núcleos Regionais de Educação montem projetos publicitários e práticos para as escolas municipais de todo o país a fim de conscientizar e apoiar jovens que sofram com a doença ou que lidam com pessoas depressivas. Deve-se também implantar psicólogos em colégios e universidades publicas e privadas, para que haja o acompanhamento com os adolescentes. Assim, talvez casos como o de Hannah Baker pare de acontecer.