O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 25/08/2020

A segunda fase do Romantismo, movimento literário do século XIX, aborda obras melancólicas. Mais tarde, esses sentimentos apáticos foram caracterizados como “O mal do século”, uma tristeza profunda. Fora dos limites artísticos, a realidade apresentada não e diferente, visto que essa mentalidade e depressão são crescentes no século XXI. Isto ocorre pela falta de atenção dos responsáveis com a saúde mental dos filhos como também pela dificuldade do tratamento da doença.

A princípio, é essencial salientar a falta de diálogo nas famílias brasileiras. Tal cenário é fruto de relações rasas em que a saúde psicológica não recebe o cuidado necessário, o que faz aumentar o número de casos de depressão, potencializada pela negligencia familiar. Sob tal ótica, o sociólogo Talcott Parsons afirma que a família é uma máquina que constrói personalidades humanas. Assim, ao acompanhar o humor e a rotina dos filhos aumenta a chance de os pais perceberem antes que a doença fique mais grave. Dessa forma, é importante os familiares estarem presentes no cotidiano, pois poderão procurar ajuda e a vítima perceberá que não está sozinha.

Ademais, é importante destacar que o acesso ao tratamento é difícil. Isso acontece, pois há uma superlotação no Sistema Único de Saúde (SUS) em relação a psicólogos e psiquiatras e as clínicas particulares possuem um custo elevado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente, 65% da população do Brasil foi diagnosticado com algum distúrbio mental, na maioria depressão, e 36% acredita que o valor é alto para a renda. Dessa forma, é perceptível que em um país onde mais da metade do povo tem algum transtorno mental não há preparo e investimento para democratizar o acesso clínico. Por isso, o Estado é o principal culpado pelo adoecimento populacional.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir o aumento dos casos de depressão no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve colocar mais profissionais gratuitos, por meio da ampliação das redes de atendimento, a fim de que as pessoas tenham o acesso gratuito e procurem a ajuda correta. Além disso, o Ministério da Educação deve fazer campanhas de saúde mental, por intermédio de palestras, que ocorrerão a cada 2 meses. Somente assim, ficará mais fácil ajudar indivíduos nessa situação.