O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/09/2020
Na contemporaneidade, o aumento da depressão entre jovens brasileiros tem se pactuado como assunto de instigante contestação, visto que no âmbito social, estimula diversos problemas para a sociedade, sendo considerada “a doença do século”. Tal ensejo denota-se devido à pressão cotidiana, principalmente na juventude, os quais adquirem expectativas exteriores sobre si causando conflitos internos e desgastes emocionais. Ademais, traumas sofridos como, a perda de uma pessoa próxima causam sentimentos de tristeza, estes acontecimentos são chamados de gatilhos emocionais. Logo, são necessários estudos mais aprofundados para o melhor entendimento dessa doença que designa desânimo e revolta por tempo indeterminado.
Assim, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, vivemos em uma modernidade líquida pela fragilidade e rapidez em que os processos e relações humanas ocorrem. Desse modo, representa uma visão da forma como a mocidade age e reage quanto aos seus propósitos pela inconstância, a questão é que nem sempre haverá sorte no caminho mais rápido. Com essa pressa desencadeiam frustrações e além disso, a sociedade contribui para esse fator ao pressionar e sobrepor expectativas do futuro em seus filhos gerando uma sobrecarga. Com isso, a pessoa vive dias de ansiedade e estresse, negligenciando um valor do “eu”.
Por conseguinte, acontecimentos marcantes durante o decorrer da vida, como perdas e separações são pontos que acarretam sentimentos negativos levando a um índice de transtornos psíquicos. Com ainda um desconhecimento da população brasileira sobre essa doença, torna-se um fator contribuinte para o seu aumento entre os jovens. Isso é devido a falta de informações sobre os utensílios biológicos ou sociais que geram a depressão, por exemplo, ao perder um ente querido sente-se desânimo, ocorre solidão tornando o estigma como uma pessoa frágil e refletindo uma ideia de escolha própria. Assim, só confirma a evidência de que falta compreeensão e entendimento sobre esses casos.
Portanto, de acordo com os prognósticos da OMS, em torno de 350 milhões de pessoas até o final deste ano, 2020, indicarão índice de depressão. Então cabe ao meio midiático através de campanhas e programas inserir profissionais informando sobre os mecanismos e sintomas da doença a fim de esclarecer dúvidas da população. Também a OMS com parceria do Sistema Único de Saúde abrangir centros especializados para acompanhamentos e tratamentos direcionados a doença com o intuito de diminuir esse panorama de casos. Assim, recebendo uma assistência adequada e menos pressão social, tornará o indivíduo mais seguro de si e sociável. Dessa maneira, o atual aumento constante de casos depressivos haverá mudanças regressivas e benéficas com grandes efeitos positivos futuros.