O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/10/2020

A Declaração dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), garante a todos os indivíduos o direito à saúde e bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro, observa-se justamente ao contrário quanto à questão do aumento da depressão entre jovens. Nessa perspectiva, nota-se como o uso inadequado das redes sociais e a carência de assistência multiprofissional intensificam tal problemática.

Em primeiro plano, é importante destacar como o uso exagerado da internet e redes sociais antecedem o crescimento das doenças crônicas, como a depressão. Segundo a edição de 2019 do Indicador de Confiança Digital (ICD) coordenada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 41% dos jovens brasileiros concordam que as redes sociais estimulam o problema da depressão. Diante disso, percebe-se que é possível identificar várias causas que agravam tal situação, como projeções de vidas perfeitas e influências de padrões estéticos, afetando, então, a saúde mental dos jovens, acarretando à baixa autoestima, depressão e outros problemas de saúde.

Simultaneamente, vale ressaltar a carência de apoio tanto profissional quanto familiar nas vidas dos jovens brasileiros. Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é uma das principais causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos. A partir disso, é notório como o acolhimento de todas as partes é fundamental para crianças e adolescentes depressivos, uma vez que, na maioria das vezes, muitos dos jovens não possuem amparo psicológico adequado, chegando, então, a autodestruição.

Portanto, é demasiada importância que o aumento da depressão entre jovens no Brasil seja cessado. Baseando-se nisso, faz-se necessária a intervenção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, juntamente com o Ministério das Comunicações, por meio de programas, incentivar o melhor uso da internet e seus meios, criando programas acessíveis com a intenção de promover a reeducação digital entre crianças e jovens brasileiros. Do mesmo modo, em companhia com o Ministério da Educação junto com o Ministério da Saúde, por meio de palestras, oficinas e minicursos, oferecer informações e recomendações de como cuidar e oferecer apoio às pessoas portadoras de doenças crônicas. Dessa maneira, aos poucos, dando espaço para um país sadio, efetuando, então, a Lei dos Direitos Humanos.