O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/09/2020

Historicamente, tem-se conhecimento da teoria do suicídio, elaborada pelo sociólogo Émile Durkheim, segundo ele, a autodestruição esta interligada a fatores sociais e uma dessas causas é relacionada com a falta de integração na sociedade. Na contemporaneidade, sabe-se que grande parte dos jovens estão adquirindo depressão, tal doença encontra-se entre as que mais acometem a população brasileira moderna. Acerca disso, constata-se que esse transtorno mental fere a Constituição Federal de 1988, que garante o bem-estar coletivo da população. Nesse contexto, pode-se pontuar sobre os causadores da problemática, que diz respeito à alta pressão sofrida pelos adolescentes e à banalização dessa patologia.

A priori, convém ressaltar que, segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é o principal problema de saúde entre os adolescentes. Sobre isso, estima-se que dois terços dos suicídios são cometidos por jovens que estavam clinicamente deprimidos. Com isso, destaca-se que esse transtorno mental é muito comum na juventude devido as várias crises que os adolescentes são submetidos, como a turbulência nos estudos e as dificuldades de autoaceitação e inserção na sociedade. Dessa maneira, nota-se que o Estado e a organização familiar não cumprem com o dever de assegurar comodidade a população juvenil.

A posteriori, outro entrave é a mentalidade retrógrada por parte da sociedade, que age como se a depressão não fosse uma patologia, e banalizam essa problemática. Por certo, tal atitude se relaciona com o conceito de banalização do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt, pois, segundo ela, quando uma atitude maléfica se torna constante, as pessoas a enxergam com normalidade. Dessa forma, segundo pesquisas do Los Angeles Epidemiologic, a mediocrização da situação é tão alta que, 25% dos adultos com depressão relataram o primeiro episódio da doença antes dos 18 anos, e não buscaram nenhum tipo ajuda.

Portanto, conclui-se que a depressão na adolescência é de fato uma epidemia, e deve ser erradicada. Nessa perspectiva, é função do Ministério da Educação, em junção ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, promover campanhas, por meio de palestras escolares, para ensinar os jovens a lidarem com as questões da vida. Em adição, a Mídia deve divulgar propagandas que alertem as consequências da banalização dessa patologia, mediante a comerciais na rede aberta de televisão, com a finalidade de acabar com tal mediocrização.