O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 24/10/2020

A depressão é um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades normalmente prazerosas. Essa situação é especialmente grave quando atinge um indivíduo jovem, visto que é sobretudo na fase inicial da vida humana que se desenvolve o caráter, a personalidade. Em vista disso, é fundamental a disponibilidade de ajuda competente aos que sofrem dessa doença.

Em uma primeira análise, cabe ressaltar que nas fases da infância e da adolescência, o ser humano tem as bases de sua formação psíquica e cultural desenvolvida; remontando ao período da Alemanha nazista, houve lá a educação em massa voltada para a afirmação da superioridade de seu povo e para o ensino do ódio aos judeus (a Juventude Hitleriana possuía esses fins), o resultado foi que, mesmo acabada a época do governo nazista, o ódio racial persistiu e ainda existe hodiernamente. Diante dessa problemática, pode-se perceber a importância dos jovens brasileiros se manterem saudáveis, isto é, ficarem livres de comorbidades limitantes, para que façam suas escolhas e vivam suas experiências de vida, construindo, sem influências prejudiciais, características que julgam como as melhores.

Em uma segunda análise, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser percebido e utilizado como uma ferramenta poderosa para a promoção da melhoria na qualidade de vida do grupo de pessoas que está com depressão, haja em vista sua ampla distribuição territorial. Dessa forma, utilizando essa entidade governamental, poder-se-á combater a morte de inúmeros brasileiros por suicídio, uma vez que a ideação suicida está fortemente associada a sintomas de depressão, segundo um inquérito epidemiológico da OMS (Organização Mundial da Saúde), de 2005.

Diante do exposto, faz-se mister que o Governo Federal destine verbas para atuação interministerial entre os ministérios da Saúde e da Cidadania no sentido de preparar setores especializados no atendimento psicológico e psiquiátrico dentro da própria rede do SUS; essa oferta médica é sobremaneira fundamental para os indivíduos de baixa renda, frequentemente acometidos também da falta de informação; para isso a mídia, como instituições de jornalismo, deve agir nas redes sociais divulgando as instalações montadas destinadas a atender a população enferma. Ademais, é preciso a divulgação por órgãos governamentais de publicidade, como a Secretaria Especial de Comunicação (SECOM), dos sintomas da depressão em cadeia nacional de televisão e de rádio, para que em caso de não ser possível a autoidentificação, ocorra a percepção por familiares e amigos. Isso se configura ato de disponibilização da liberdade individual, em conformidade com a Constituição Brasileira.