O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/11/2020

A Constituição Federal, em seu artigo 6º, assegura a saúde como direito a todos os cidadãos. Contudo, esse documento vem sendo ferido com os casos de depressão, que acarretam diversos problemas, como falta de apetite, ânimo e leva, em muitos casos, ao suicídio. Dessa forma, essa problemática é intensificada ora pelo preconceito, que está enraizado na sociedade desde o período colonial, ora por a negligência do Estado, que não considera esse impasse como saúde pública. Dessa forma, exigem-se medidas paliativas.

A princípio, é válido salientar da 2ª geração do Romantismo Brasileiro, marcado pelo desânimo das pessoas em suas relações. De maneira análoga, o século XXI tornou-se a nova geração ultrarromântica, a qual a tristeza e o pessimismo, fomentada pelas práticas de bullying e homofobia, afligem os jovens e os levam a recorrer a métodos como a bulimia, mudar de escola e, em último caso, a automutilação, sendo essa uma forma de findar todos os sofrimentos. No filme Cyberbully, de 2001, retrata a história de uma jovem, vítima de cyberbulling, enfrentando todas as brincadeiras, levando a uma tentativa de suicídio, mostrando como a ficção imita à realidade.

Outrossim, o arcabouço de banalidade do mal, postulado por Hannah Arendt, afirma que o Estado negligência situações problemáticas na sociedade. De maneira análoga, essa teoria assemelha-se ao cenário brasileiro, uma vez que o Governo, tendo ciência da gravidade, tende a banalizar os casos depressivos e suicidas, não tratando os como questão de saúde pública, e não havendo, portanto, políticas que visem o mitigar e prevenção. Segundo jornal Hoje em Dia, mais de 5,8% da população sofre com depressão, e o suicídio cresceu mais de 24% nos últimos anos, e ainda não há políticas públicas de combate a esse mal, evidenciando que quando a negligência é regra, o bem-estar é exceção.

Por conseguinte, compete ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, a criação de uma disciplina, na base comum curricular, que aborde sobre os temas de bullying e depressão e, por meio de oficinas e debates, mostre os problemas causados por eles, podendo contribuir para o suicídio, com fito de prevenir essas problemáticas psicológicas. E só assim, com medidas graduais e progressivas, atenuar os casos depressivos e suicidas, e fazer valer a Carta Magna de 1988.