O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 02/12/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no Brasil. Evidencia-se que a saúde mental é algo que precisa ser melhorado, a fim de dirimir os diversos impasses psíquicos. Sob essa ótica, percebe-se que o aumento da depressão tem sido exponencial, sendo as pressões sociais, bem como o individualismo, fatores preponderantes para o desequilíbrio na sociedade.

A princípio, é fundamental ressaltar que após as Revoluções Industriais do século XIX, a cobrança por uma vida financeira estável aumentou, em soma a depressão seguiu os mesmos passos do crescimento. Segundo o sociólogo Georg Simmel, a vida acelerada nas cidades, a busca pelo melhor emprego e condições, fizeram com que a ansiedade tornasse mais recorrente. Constata-se, nesse viés, que os jovens estão a todo momento lidando com as pressões sociais, exemplo disso é a cobrança por uma boa faculdade, começar a trabalhar, ter casa, carro e continuar as conquistas materiais. No entanto, quando essas expectativas não são cumpridas, há um sentimento de fracasso que consequentemente torna a ser mais intenso e pior se não tratado e resolvido.

Ademais, convém relacionar que o Renascimento, no século XV, criou a ideia do individualismo, tendo se intensificado ainda mais na sociedade contemporânea. Consoante Eli Pariser, as pessoas não sabem lidar com o diferente, e preferem ficar isoladas em suas bolhas. Desse modo, observa-se um tecido social com relações superficiais, sem durabilidade e empatia, tendo em vista que os problemas do outro não atinge a solidariedade humana. Por conseguinte, há um número maior de pessoas deprimidas, pois não são ouvidas com tempo, pelo contrário, as suas dores são tratadas como frescura, diante de um pensamento individualista.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas com o objetivo de melhorar a saúde mental dos jovens brasileiros. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação fornecer disciplinas de educação emocional, palestras com psicólogos e psicopedagogos, a fim de lidar com os problemas no início e ensinar aos discentes as formas de controlas suas emoções, a serem autores da sua história, e não coadjuvantes. Além do mais, faz-se necessário que as escolas promovam debates em grupos, com a finalidade de combater o individualismo e fazer com que as diferenças sejam uma forma de troca de valores e experiências. Assim, a geração futura não terá as mesmas complicações que a atual.