O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão. Conquanto, tal perrogativa não se tem reverberado com ênfase quando se trata do aumento de depressão entre os jovens no Brasil, dificultando, assim, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, faz-se necessária a análise dos fatores que contribuem para essa situação.
Paralelo a isso, deve-se ressaltar a falta de medidas para combater o aumento da depressão entre essa nova ‘’linhagem’’. Não se tem monitoria do que os jovens fazem na internet, bem como não há o diálogo para saber o que aflinge tanto as pessoas dessa geração. A partir dessa percepção, nota-se que o artigo 6º apresenta certa irrelevância, já que não se tem o propósito cumprido. Sem dúvidas, a saúde é o bem comum de uma sociedade, por decorrência dela que cria-se relações mútuas e de boa convivência, como um contrato social, proposto por John Locke. No entanto, como esse dever do Estado não é realmente levado como uma diretriz de extrema importância, pode-se configurar como uma “quebra do contrato social”, já que a saúde e principalmente a saúde mental são vistas como dispensáveis no país.
Ademais, o Governo de Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil, revogará portarias e encerrará programas de saúde mental no SUS, segundo o mesmo disse em entrevista concedida a um programa televisivo e documentado por outros portais de notícia, como G1, Catraca livre, entre outros. Essa atuação trará maiores índices de transtorno psíquicos, já que a grande maioria da população não se beneficia de recursos financeiros para que possam ter atendimento psicológico de maneira privatizada.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de casos de depressão, e o primeiro da América Latina. A depressão está diretamente ligada ao suicídio, que também tem crescido expressivamente entre os jovens, e ainda segundo a OMS, no Brasil, entre 2000 e 2016, o número de suicídios aumentou em 73% e é a quarta causa de mortes entre pessoas mais novas (entre 15 e 29 anos), o que é surpreendentemente assustador.
Em virtude dos fatos mencionados, pode-se inferir que é imprescindível que os líderes políticos de seus Estados tomem atitudes juntamente com Ong’s para reduzir esse quadro preocupante que assola o país, por meio de ações escolares, como palestras e pscicólogos presentes nas escolas. Isso faria com que todos soubessem a relevância de suas vidas no mundo, e o que cada um significa na sociedade, tendo como finalidade ajudar cada um a se encontrar e sair desse limbo de desesperança. Assim, o artigo 6º teria mais eficácia e propiciaria o que promete em sua teoria.