O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 23/12/2020

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. . Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento da depressão entre jovens no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, é importante destacar a ausência de medidas governamentais para o combate da depressão. Nesse sentido, o problema tende a se agravar, pois, o governo e a sociedade não garante a proteção para essa parcela da população. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Em segundo plano ,vale ressaltar que é fundamental apontar a falta de empatiacomo impulsionador da depressão no Brasil.Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge 322 milhões de pessoas no mundo. Diante de tal exposto,tem como conseqüência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Assim, muitos jovens acabam sofrendo preconceito ao serem vistos como preguiçosos e desanimados.Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas são necessárias e urgentes. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Comunicação, por intermédio de escolas, promova campanhas e debates a cerca do problema, a fim de orientar os estágios da doença e onde buscar ajuda. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde, a implantação de médicos psiquiatras que atendam pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para promover formas de combate a doença com acompanhamento médico. Assim, se consolidará uma sociedade melhor, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.