O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 12/01/2021

O período literário do Romantismo pregava que a morte era o caminho mais fácil para se livrar de todos os problemas existentes, como a depressão. No entanto, tal ideia já não é mais bem vista na contemporaneidade, devido à crescente crença da valorização da vida e do bem-estar social. Logo, as mazelas advindas da depressão devem ser combatidas, a fim de evitar suicidios e garantir o direito à vida.

Em primeiro lugar, de acordo com o sociólogo Durkheim, práticas suicidas são reais em um mundo caótico, onde instituições públicas estão defasadas e seus governantes não possuem credibilidade. Dessa forma, com a bagunça de órgãos públicos, a dificuldade de viver socialmente eleva a descrença da população na dignidade da vida. Além disso, segundo a OMS, o Brasil é o quinto país do mundo mais acometido pela doença e, com a pandemia do Coronavírus e o isolamento social, os péssimos dados devem se agravar, pois amigos e parentes servem de suporte aos doentes.

Em segundo lugar, Aristóteles afirmava que a “Eudaimonia” ou seja, a felicidade, deve ser o guia para o bem-estar dos indivíduos e, consequentemente, da sociedade. Entretanto, o caos da saúde pública faz com que haja poucos recursos para acolher as pessoas com a doença. Desse modo, alastra-se a insegurança perante à vida e baixa qualidade da mesma pelo povo brasileiro.

Visto que a depressão e o risco de suicidio ameaçam a saúde pública brasileira, seu combate deve ser imediato, a fim de garantir o bem-estar social. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Sistema Único de Saúde e profissionais da área de saúde psíquica, amparar pessoas acometidas pela doença. Isso pode ser feito por intermédio das prefeituras, promovendo palestras aos moradores da cidade, alertando-os sobre os riscos da doença. Além disso, disponibilizar mais consultas com psicólogos nos postos de saúde, gratuitamente. Dessa forma, os cidadãos terão seus direitos garantidos e respeitados pelo Estado, mantendo o Brasil fiel à sua constituição de 1988.