O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/01/2021
No livro “Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord, é retrada a realidade de uma sociedade que vive de aparências, onde cada cidadão performa um show próprio, visando impressionar os demais. Nesse sentido, é possível observar o efeito depressivo que esse comportamento causa nos personagens. Fora do livro, é notável a existência de um cenário semelhante no Brasil: o aumento da taxa de depressão entre jovens viciados em redes sociais e o efeito anti-natal que isso causa.
Em primeiro lugar, é importante destacar a relação entre depressão e dependência de redes sociais como o instagram. Segundo o sociólogo Zygmund Bauman, a internet é uma armadilha, já que, aparentemente, é um local de liberdade, mas que traz como consequência o sentimento de dependência e necessidade de aceitação. Assim, o uso excessivo e o fator competitivo gerado pelo sistemas de “likes”, exerce, sobre crianças e adolescentes, uma sensação de inferioridade e falta de capacidade, definidos pelo número de curtidas de suas fotos.
Consequentemente, é possível relacionar jovens depressivos à expectativa futura de uma taxa de natalidade reduzida. Segundo pesquisa feita pelo IBGE em 2019, nos últimos dez anos, o índice de pessoas, entre 13 e 17 anos, que pretendem ter filhos futuramente, reduziu-se em 37%. Tal conjuntura deve-se ao fato de que, pelo sentimento de solidão e desesperança social ao qual o jovem com depressão é submetido, o desejo e a expectativa de viver a experiência da paternidade se esvaem.
Portanto, medidas governamentais são necessária para amenizar o quadro atual. Para reduzir, entre os jovens, o índice de depressão, e estimular a paternidade, o Ministério da Educação (MEC) deve criar, por meio de campanhas de conscientização, artigos que informem a população dos riscos do uso excessivo de redes sociais. Esses artigos serão publicados online, e terão uma sessão exclusiva para orientar pais no controle do acesso de seus filhos à internet. Com isso, será possivel garantir que uma “Sociedade do Espetáculo” não vire realidade no Brasil.