O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/02/2021
Em “13 Reasons Why”, a narrativa foca na trajetória de Hannah, que experimenta uma vida confusa e sente na pele as consequências de seu estado depressivo. Fora da ficção, é possível afirmar que muitos jovens brasileiros, cada vez mais, enfrentam situações parecidas a de Hannah, porquanto também sentem-se iguais, experimentando os efeitos da depressão, sem percepção para mudar em virtude de uma forte confusão mental. Por isso, é preciso analisar os aspectos subjetivos dessa conjuntura, a qual tem ocasionado o aumento dessa doença.
Inicialmente, vale defender que tal elevação acontece devido à conveniência da coletividade. Nesse sentido, o princípio dessa causa advém de egoísmo endêmico herdado do período colonial, no qual práticas prepotentes contra grupos considerados inferiores —gays, negros, pobres, entre outros— eram normativas. Desse modo, é possível depreender que, ao prorrogar o contexto outrora constituído, a sociedade oferece um cenário agravado de conformidade nas camadas civis menos favorecidas em aceitar sua realidade árdua acampanhada de um empobrecimento existencial, que atiça a depressão.
Ademais, ressalta-se relevância signiticativa do cotidiano, pois esse contágio social, à medida que causa danos emocionais, server para reprimir as pessoas. Nessa perspectiva, a depressão elucida tal conceito, uma vez que os expressivos traumas —discriminação, falência, medo, entre mais paradoxos— presenciados por cada sujeito tornam-o mais perturbado e dificultam o entendimento acerca do seu próprio espaço psicológico. Assim, ocorre a corrupção da famosa frase “O homem é condenado a ser livre” de Sartre, visto que o cotidiano subjuga o ser humano a se sentir emocinalmente mais deprimido.
Infere-se, portanto, que o aumento da depressão presente na subjetividade dos jovens brasileiros institui desafios a superar. Para tanto, o Estado, por meio dos médicos públicos —haja vista o conhecimento desses profissionais inerente à mente humana—, deve elaborar minicursos intrumentais sobre autoajuda, com o intuito de atenuar o sentimento depressivo nos jovens, além de reforçar a importância do diálogo familiar. Isso poderá ocorrer em parceria com as mídias digitais e televisas —levando em questão o alcance social desses veículos de comunição— para que, então, toda a pátria —por conseguinte— conscientize-se. Enfim, a partir dessas açãos, será possível limitar, de fato, a realidade de Hannah à ficção.