O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 26/02/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à saúde como inerente a toda cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não têm se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento de casos relacionados a gravidez na adolescência no país dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Nesse contexto, a análise e o entendimento acerca da falta de aplicabilidade das leis e a falta de informação ocasionada pela ignorância social são imprescindíveis para mitigar tal problemática.

Em primeiro plano, ao analisar o problema na esfera social percebe-se que a ineficiência do Estado associado a falta de aplicabilidade das leis consolidam o entrave na sociedade brasileira. De acordo com “Thomas Jeffersson”,- terceiro presidente dos Estados Unidos e principal autor do processo de independência do país-, a aplicação de leis é mais importante que a sua elaboração. Contudo, essa não é uma realidade para os brasileiros, sobretudo, a classe jovem , visto que existem leis e projetos relacionados a proteção e educação sexual- Lei 8.069 (ECA)-, mas não é aplicada de forma efetiva, contribuindo para o aumento da problemática no Brasil. Logo, observa que tais direitos figuram somente na teoria, como disserta o jornalista “Gilberto Dimenstein”, em seu livro “Cidadão de Papel”.        Outrossim, outro fator contribuinte para o problema em questão é a ignorância social. Nesse sentido, o filósofo alemão “Arthur Schopenhauer” assegura que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Essa premissa é facilmente compreensível, pois boa parte da população jovem não tem acesso a informações esclarecedoras sobre a utilização de preservativos e os impactos da gravidez na adolescência- fato esse que limita a percepção do que é correto e dificulta a erradicação do problema. Constata-se essa fatídica realidade, uma vez que segundo a “TV Futura”, 35% dos jovens não possuem acesso as informações sobre educação sexual .       Destarte, é de importância a resolução do entrave. Portanto, o Ministério da Educação (MEC), juntamente com o Ministério da Saúde(MS), deve criar o projeto chamado “Gravidez agora não”, que consiste na implementação na carga horária escolar, aulas sobre educação sexual, nas escolas públicas e privadas, nas turmas de ensino fundamental II e médio, com a utilização de médicos especializados em ginecologia e saúde sexual, A fim de que, eles aprendam a importância de se cuidar e como prevenir uma gravidez utilizando métodos corretos. Assim, esses indivíduos usufruam de seus direitos obrigatórios garantido na Constituição Federal de 1988.