O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Na obra “Liberdade guiando o povo” (1830) do pintor Eugène Delacroix, vê-se um cenário problemático por um conflito bélico. Contudo, no plano central da tela, destaca-se uma mulher empunhando uma bandeira em meio ao caos. É possível tomar esse otimismo como um elemento norteador para a resolução de entraves, como o aumento da depressão entre os jovens no Brasil, já que acreditar em um futuro promissor é necessário. Por esse ângulo, é preciso observar essa questão no país.
Primeiramente, constata-se que, ao permitir esse aumento, o Poder Público mostra-se omisso. Isso porque existe uma deficiência no processo de conscientização, uma vez que falta estimular os jovens a consumirem as redes sociais de forma moderada, evitando, assim, descobrirem as emoções a que são expostos na internet, por exemplo, uma foto com muitas curtidas, o que pode alterar o equilíbrio mental e, por conseguinte, o autoestima. Portanto, levando em consideração os estudos do filósofo Jean-Jacques Rousseau para explicar esse cenário, verifica-se que a preservação do bem-estar de toda a comunidade tem sido descumprida, rompendo, dessa forma, o contrato social.
Também, note-se que aceitar o crescimento dos transtornos depressivos nos adolescentes é banalizar a mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa resignação diante da ausência de investimento estatal, posto que faltam verbas para a cobertura de tratamento para a depressão, garantindo, dessa maneira, uma qualidade de vida digna prevista nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, como consequência disto, o direito à vida. A naturalização desse fenômeno vem a fortalecer os estudos da filósofa Hannah Arendt, visto que o enfraquecimento da capacidade de discernir o certo do errado é um reflexo de um processo de massificação cultural.
Ressalta-se, em suma, que o aumento da depressão entre os jovens deve ser solucionada. Para isso, é necessário exigir do Estado, mediante debates em audiências públicas, a conscientização social, priorizando palestras educativas com especialistas da área, com o objetivo de minimizar o número de adolescentes com transtornos depressivos. Ademais, é fundamental sensibilizar os indivíduos via campanhas midiáticas produzidas por organizações não governamentais, sobre a importância de se adotar uma postura não resignada perante esse aumento, potencializando, assim, a mobilização coletiva em prol de verbas destinadas para o tratamento de jovens em quadros depressivos , a fim de que ocorra uma reabilitação mental. Desse modo, a esperança “empunhada” na tela de Delacroix poderia conduzir a sociedade a um futuro mais funcional.