O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 26/05/2021
A República Federativa do Brasil, apresenta em seu Artigo Sete do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que toda criança e adolescente tem direito à vida, à saúde, e à educação. Entretanto, fatores como a gravidez precoce, ela aliada com a negligência governamental fazem com que exista a quebra da efetivação dos direitos proporcionados pelo ECA. Logo, está problemática da gravidez na juventude é crescente, sendo fomentada pela falta de educação sexual dos envolvidos, como também pela grande desigualdade social no Brasil.
Em primeiro lugar, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil lidera índices de gravidez entre garotas de 12 e 17 anos. Em suma, um dos principais agravantes para essa infeliz realidade é a cultura brasileira de não se falar sobre sexo, bem como sobre a relação sexual segura, pois, as pessoas ficam com medo de ao falar sobre sexo, e incitá-lo entre os jovens. O médico pai da psicanálise, Sigmund Freud, explica isso pela sua teoria de totens e tabus. Este último representa as proibições sociais, que cercam as liberdades coletivas e individuais, e restringem o diálogo, assim, não é possível haver a construção de conhecimento sobre o assunto. Ou seja, à medida que não existe o diálogo sobre práticas sexuais seguras, bem como discussões sobre educação sexual na juventude, a tendência da falta de conhecimento por parte dos jovens é inflar os dados de gravidez na adolescência. Por conseguinte, os altos dados da OMS, e a desigualdade social brasileira, a qual é explícita pelo escritor nordestino, Ariano Suassuna, em uma de suas frases: “É muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados, e o país dos despossuídos”. Em síntese, a desigualdade histórica faz com que o Brasil tenha altos números de déficits educacionais para uma parte da população, bem como a ausência do ensino da educação sexual. A fim de justificar esses elevados índices, a teoria demográfica marxista, criada nos anos 60, ela diz que a miséria, exemplificada por Ariano no Brasil dos despossuídos, é a responsável pela alta taxa de natalidade, e desigualdade Pois, em um país pobre, a população que não tem acesso à educação sexual, em consequência tem o aumento de índices de nascidos, que agregam também o número de pessoas na miséria, fomentando a desigualdade social. Logo, abandonadas pelo Estado, e com os seus direitos negligenciados, as adolescentes pobres brasileiras são as maiores vítimas dessa situação.
Dado os argumentos, sendo a educação fator primordial para mudar a sociedade, cabe as escolas, em conjunto com a secretaria de saúde de cada município, por meio de palestras, e bate-papos durante as aulas de ciência falar sobre educação sexual aos alunos de diversas idades. A fim de respeitar cada princípio do ECA, logo diminuir os índices de gravidez precoce, e propagar igualdade para todos.