O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 21/06/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento da depressão entre os jovens no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a depressão entre os jovens. Nesse sentido, observa-se o aumento dos casos depressivos na adolescência, e as poucas e ineficientes ações interventivas do Estado. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a assistência aos desamparados, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a negligência do estado em criar e elaborar leis, como impulsionador do aumento da depressão no Brasil. Segundo a editora BioMed Central, a população brasileira é a terceira com mais casos de depressão no mundo. Diante disso, um levantamento feito pelo jornal, O Estado de S. Paulo, nos últimos 16 anos, o número de mortes relacionadas com depressão cresceu 700% no Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo, por intermédio de palestras nas escolas e suporte às famílias, incentive a população a procurar ajuda médica em casos de suspeita em comportamentos depressivos, a fim de tratar e curar a doença do século XXI. Assim, se consolidará uma sociedade saudável psicologicamente, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.