O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 01/07/2021

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituente - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e a saúde como valores supremos de uma sociedade fraterna. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento da depressão entre os jovens no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. A isso atribuem-se dois fatores principais: a falta de investimento em clínicas médicas e a formação familiar.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a precariedade da saúde pública. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que é evidente no país. Nesse sentido,  a salubridade no Brasil, embora firmada legalmente, não encontra capital para se tornar acessível para todos.

Ademais, é fundamental apontar a carência da família na formação dos jovens como impulsionador da depressão no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300  milhões de pessoas vivem com depressão. Diante de tal exposto, a família é fundamental, pois é nela que o paciente encontra apoio e conforto, mas, muitas vezes, não ocorre isso. Logo, é inaceitável que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater o aumento da depressão. Para isso, é imprescindível que a esfera governamental responsável pela saúde, libere verbas para a construção de novos hospitais e projetos nas escolas para conscientizar a respeito da depressão. A fim de atender toda a sociedade afetada. Assim, será consolidada uma população mais saúdavel, em que o Estado desempenha corretamente seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.