O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/07/2021

A Constituição Federal do Brasil (CF) garante no Artigo 196 o direito a saúde e é um dever do Estado fornecer atendimentos. Todavia, essa ideia não é totalmente cumprida pelas autoridades, o que negligência certas mazelas, como doenças deprimentes. Com isso, o aumento do número de casos de depressão ocorre em razão da negligência social e por causa da superficialidade da atualidade.

Em primeiro lugar, a estigmatização de problemas depressivos proporcionam a adição de mais casos dessa mazela. Nesse sentido, Georg Simmel, sociólogo alemão, argumenta que há na sociedade indivíduos que são ignorados e negligenciados pelo meio, o que acarreta no seu esquecimento e desamparo pela família e autoridades governamentais. Nesse aspecto, com a banalização de doenças mentais ocorrendo na sociedade, pelo Estado e pelas pessoas, os casos se agravam ainda mais, não havendo amparo e nem suporte para aqueles que precisam, além de reprimir jovens que até agora não buscaram auxílio. Exemplo dessa negligência social são os encerramentos, realizados pelo governo, dos programas de saúde mental, de acordo com o jornal O Globo. Assim, é preciso combater o aumento desses casos e a banalização realizada pelo meio.

Em segundo lugar, a volatilidade das relações atuais tornam os jovens anômicos e distantes de uma estabilidade emocional. Deste modo, Pierre Lévy, filósofo da comunicação, argumenta que o cotidiano e suas questões são potencializados pelo meio virtual e suas variantes. Dessa maneira, a internet volatiliza as interações sociais e fragiliza a saúde mental dos indivíduos, tonando fácil o rompimento de laços com um simples click, além de gerar a necessidade de ser aceito e de estar incluído na sociedade, o que resulta em instabilidades nas relações dos cotidianos que desperta a anomia social e problemas mentais, como depressão e ansiedade. Exemplo dessas superficialidades que impactam o emocional da população jovial são as curtidas e os visualizações nas redes sociais que produzem uma necessidade por aceitação.Logo, é preciso combater essa volatização ocasionada pelos meios virtuais.

Portanto, o Ministério da Saúde (MS), em parceria com sociedade brasileira, deve realizar ações, como amparar e promover suporte as pessoas com depressões, por meio do retorno dos programas de saúde mental, de forma a proporcionar ajuda e atendimento à população atingida, para que assim a lei seja cumprida e haja o combate ao aumento do número de casos no Brasil. Ademais, o MS, em parceria com Ministério da Educação, deve realizar ações, como auxílio na utilização das redes sociais, por meio de palestras e aulas, de forma a ensinar os jovens os impactos que esses mecanismos causam na vida deles, para que assim possa haver o controle da influência gerada pelas curtidas e visualizações e o combate aos problemas mentais gerados pela superficialidade do meio virtual.