O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/07/2021

“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. A afirmação de Brás Cubas, no retrato realista de Machado de Assis, serve de símbolo para o comportamento indiferente da população diante do aumento da depressão entre os jovens, já que é justamente essa reação social falha que faz da problemática um legado negativo. Nesse cenário, torna-se claro como o avanço das redes sociais, assim como o “jogo da comparação” entre esses jovens, são as causas desse incremento nos índices de depressão e ansiedade no Brasil.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que as mídias sociais são as principais causas do aumento da depressão entre os jovens. Sob essa ótica, a cantora Demi Lovato, que já possuia um histórico dessa doença, teve, em seu diagnóstico, uma piora da ansiedade após sofrer vários ataques de “haters” em suas redes sociais. O ocorrido com a cantora pode ser presenciado no corpo social brasileiro, visto que cenas como essa são muito recorrentes. Nessa perspectiva, a internet sempre será palco para o incremento da depressão em seus usuários.

Ademais, uma das maiores consequências dessa situação, e que também resvala no aumento da ansiedade, é o “jogo da comparação”. Nesse sentido, o filme “16 desejos”, da Disney, mostra a exaustão da personagem Debby diante de sua constante busca pela vida perfeita - consequência direta da autocomparação de vida entre ela e suas amigas. Em paralelo, as redes sociais são os lugares perfeitos para os jovens compararem suas vidas com a de outras pessoas, contribuindo, dessa forma, para o alargamento dos indicadores de depressão e ansiedade no Brasil.

Portanto, faz-se imprescindível que os pais, ou responsáveis por esses jovens, intervenham na situação. Desse modo, cabe a eles a monitoria do uso da internet desses pequenos internautas por meio do uso regulado dos celulares. Assim, os pais estipulariam um tempo limitado ao uso das mídias sociais, o que, certamente, contribuiria para a diminuição do “jogo da comparação”, bem como aos níveis de depressão desses jovens.