O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 23/07/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento da depressão entre os jovens do Brasil, tem apresentado barreiras que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto do negligenciamento de políticas públicas e da falta de empatia com o próximo pela população. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sob esse viés, destaca-se o crescimento dos jovens depressivos, que deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, teórico político, autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido a baixa atuação das autoridades que não promovem campanhas de inclusão social, mantendo o indivíduo depressivo em contato com outras pessoas e acompanhado por psiquiátricos e especialistas em “doenças da alma”. Prova disso são estudos que afirmam que o Brasil se encontra entre os três países mais depressivos do mundo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, ressalta-se o desprezo, da sociedade, às pessoas depressivas, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Nesse sentido, é nítido que uma parcela da comunidade não tem dado a devida relevância aos jovens que se encontram deprimidos e solitários, e que, em muitas vezes, cometem suicídio. Bom exemplo são garotos que se encaixam no perfil da doença, mas os pais dizem ser “frescura”, não sabendo que estão colaborando para um possível fim negativo. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, contribuindo para perpetuação dessa conjuntura.
Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, necessita-se que o Ministério da Cidadania – órgão responsável pela coordenação de políticas e ações para a garantia de direitos à sociedade – promova campanhas de inclusão social, com palestras e psicólogos, para que os indivíduos sintam-se importantes. Além disso, compete ao Ministério da Educação promover encontros psiquiátricos, em postos de saúde, através de investimentos governamentais em parcerias público-privadas, com o fito de acabar com essa forma antiquada de ver os jovens, e começar a realmente enxergar o perigo desse transtorno, podendo, assim, alcançar uma sociedade semelhante à da “Utopia” de Thomas More.