O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 05/08/2021

A série “Thirteen reasons why” aborda a história de Hanna Backer, uma garota que enfrenta diversos problemas emocionais e sofre de depressão. Ao longo da trama, a personagem comete suicídio por não saber lidar com a dor. Nesse contexto, percebe-se que a ficção não é muito diferente da realidade, uma vez que o número de casos de depressão de adolescentes cresce cada vez mais. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido a falta de investimento do governo na educação mas também ao estigma diante dessa situação alarmante.

Em primeiro lugar, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater o aumento do número de casos de depressão no Brasil. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa do baixo investimento do governo na educação, diversos jovens não tem acesso a inteligência emocinal, o que contribui para o desenvolvimento de depressão no futuro.

Além disso, o estigma relacionado a doenças mentais também pode ser apontado como promotor do obstáculo. Segundo pesquisas da OMS, 9 em cada 10 suicídios poderiam ser evitados se o suicida tivesse procurado ajuda. Diante disso, torna-se evidente que vários indivíduos não procuram auxílio para lidar com os problemas emocionais com medo de serem julgados e ridicularizados.

Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para evitar o desenvolvimento do empecilho. É necessário que o MEC trabalhe a inteligência emocional nas escolas por meio de palestras com o objetivo de evitar problemas emocionais futuros. Ademais, o Ministério da Saúde deve fazer propagandas através da televisão abordando os sintomas da depressão com o intuito de informar a população e diminuir o estigma relacionado a doença, estabelecendo uma sociedade onde o Estado cumpre o seu dever, tal previsto por John Locke.