O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/10/2021
A Constituiçao Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu Artigo 6, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento da depressão entre os jovens, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o aumento da depressão. Essa conjuntura, segundo as idéias do Filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde psicológica, que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a ausência de informação como impulsionador do acrescimento da depressão no Brasil. Segundo um relatório da OMS, cerca de um terço da população mundial do Brasil são atingidos por esta doença. Diante de tal exposto, a tendência é prejudicar cada vez mais a população, incrementando o aumento da gravidade da doença. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal deve agir na ampliação de mecanismos - Bolsa Família e Fome Zero- promove uma diminuiçao da depressão nas classses mais baixas. No entanto, é imprescindível que deve ser feita por toda a sociedade. O problema não se restringe ás classes sociais, por isso, a vinculação de propagandas governamentais na TV aberta, conscientizando a população sobre as causas e consequencias da depressão. Tambem é necessario, obter maior reconhecimento da doença, a fim de retira-la do tabu.