O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/11/2021
A Constituição Federal de 1988 – documento jurídico mais importante do país – prevê, em seu artigo 6°, o acesso à saúde como direito inerente a todo brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não é aplicada eficientemente na prática quando se observa os elevados índices de depressão na sociedade brasileira que é causada pela identificação tardia do problema.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que a falta de acompanhamento psicológico nas escolas é um impulsionador para o agravamento de quadros depressivos entre os jovens. De acordo com artigo publicado no site do médico Dráuzio Varela, 5% dos jovens apresentam o transtorno. Esse dado revela que significativa parte dessa população é acometida por uma doença que causa danos à sua vida profissional, escolar e social, além do risco que existe de se chegar ao ponto do suicídio.
Ademais, verifica-se a ineficiência do governo brasileiro em oferecer atendimento psicológico aos jovens. Esse cenário, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação ao “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre sua função de oferecer direitos indispensáveis à população, como acesso a tratamentos de saúde.
Depreende-se, portanto, a necessidade de o governo brasileiro reverter o cenário atual. Para isso, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, devem, por meio de verbas públicas, fortalecer programas que visam atendimento psicológico dentro das escolas, a fim de solucionar precocemente possíveis quadros depressivos entre os jovens. Assim, será possível a construção de uma sociedade permeada pelos direitos previstos na Magna Carta.