O aumento da depressão entre os jovens no Brasil
Enviada em 09/12/2021
Com a globalização e os avanços tecnológicos, o acesso à informação, a produtos ou quaisquer outras coisas que se deseja, ver ou saber, têm-se tornado cada vez mais fácil devido a democratização da internet. Entretanto, apesar da positividade trazida pela internet, houve também pontos negativos, pois com uma propaganda criou-se padrões de vida e beleza inalcançáveis para amaioria das pessoas, e principalmente para os jovens. Portanto, a concepção de “belo” apresentada pelas propagandas impulsionam o aumento da depressão entre os jovens.
Primeiramente, vale saliente que uma propaganda sempre foi uma ferramenta para controlar o comportamento das massas. Então, isso foi inserido por Hannah Arendt, em sua obra “Origens do totalitarismo”, que ressalta como a publicidade pode dar vida aos maiores regimes totalitários da história (nazismo e fascismo). Hodiernamente, a maioria esmagadora dos jovens têm acesso à internet, redes sociais e afins, e utilizando-as se separam com estilos de vida, padrões de beleza e com um mundo inatingível. Por conseguinte, os jovens criam ideais de aparência e consumo irreais, e acabam se frustrando por não ser ou não ter o que desejam.
Ademais, um estudo da Scielo / USP, observou a influência das mídias sociais no desenvolvimento de ansiedade e depressão dos estudantes. Os resultados mostram que há necessidade de atenção com a exposição excessiva a veículos de propaganda, pois os efeitos do consumo de internet pode prejudicar a estabilidade emocional, e nos casos mais graves, gerar práticas danosas à integridade da vida.
Logo, o grande expoente para o aumento da deressão entre os jovens é o mundo ilusório criado pela mídia. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, por meiodo projeto “Propaganda real”, alertar os pais, com auxílio de informativos entregues pelos agentes de saúde nas casas, sobre os malefícios de se exportar a propagandas fantasiosas, e como os pais devem orientar seus filhos sobre o mundo real. Assim, os pais e a máquina da saúde pública podem trabalhar juntos para mitigar essa problemática.