O aumento da depressão entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/10/2022

A depressão é uma doença de ordem psiquiátrica que afeta o emocional da pessoa, com uma diversidade de sintomas e consequências para a vida do individuo portador. De acordo com levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão afeta cerca de 5,8% da população brasileira e, de acordo com o IEPS (Instituto de Estudos para Políticas na Saúde), o número de casos de depressão entre jovens praticamente dobrou, passando de 5,6% em 2003 para 11,1% em 2019.

Nessa perspectiva, é importante considerar as causas do aumento no número de quadros de depressão no país. Dentre essas, o bullying, especialmente nas escolas, aparece como uma das principais causas. Hanna Arendt, filosofa alemã, postulou “o pior mal é aquele visto como corriqueiro, cotidiano”. Sob esse viés, o bullying enraizado e, de certa forma, naturalizado dentro das mesmas, é um fator que leva muitos jovens a encontrarem no isolamento social uma via contra esse preconceito, quadro que pode evoluir para doenças como ansiedade e depressão.

Por outro lado, é indiscutível que, no Brasil, a depressão ainda é considerada um tabu e muitos portadores são vítimas de preconceito. Sob essa ótica, eles temem buscar ajuda especializada, temendo serem vistos como frágeis e, consequentemente, continuarem sendo vítimas de preconceito. Ademais, as dificuldades de acesso a esses profissionais, especialmente para a população mais pobre, é um empecilho que colabora para o aumento de casos no país – de acordo com o IEPS, mais de 70% dos brasileiros não têm acesso a tratamentos contra a depressão.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Em suma, é vital que o Estado, através do Ministério da Educação, somado a escola, criem e potenciem campanhas informativas sobre a depressão e suas causas, visando uma diminuição do preconceito enfrentado por portadores. Além disso, é amplamente necessário que, através do Ministério da Saúde, o Estado promova via SUS (Sistema Único de Saúde) formas de tratamento efetivas e acessíveis para qualquer parte da população. Assim, o Brasil poderá não apenas conter o aumento de casos, como diminuí-los, levando a uma população mais saudável e feliz.