O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/08/2026

A Constituição Federal brasileira define no seu Artigo 196 que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Contudo, ao analisar o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros, nota-se um descaso público pela saúde destes, causado principalmente por uma “ausência de medo” com relação a gravidade dessas doenças, e a ineficiência do governo em divulgar as inúmeras consequências para a saúde do jovem que essas doenças podem causar.

Ainda com relação à isso, a juventude contemporânea possui um total descaso com relação à fatalidade dessas doenças. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia(SBU), embora muitos homens adultos saibam o que são as infecções sexualmente transmissíveis, 80% se consideram totalmente fora de risco para a contaminação, enquanto 11% confirmam que podem estar em perigo. Dados alarmantes que reafirmam a confiança cega que muitos jovens tem em achar que estão realmente livres de qualquer possibilidade de contrair uma DST/IST.

Ao redor disso, o governo brasileiro também falha em comunicar aos jovens os males que uma doença desse tipo carrega para a vida inteira. Por exemplo, os estigmas que um jovem carrega pelo resto da sua vida, aliado as complicações que essas doenças podem ocasionar, como por exemplo esterilidade masculina ou gravidez ectópica. Tais fatores, apontam para a necessidade urgente de mais propagandas voltadadas a informar a juventude brasileira sobre essas consequências.

Portanto, é imprescindível a tomada de medidas que visem mitigar esse problema. Uma vez que, a falta de informação entre os jovens é um dos maiores responsáveis pela perpetuação dessa problemática. Desse modo, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, façam campanhas de conscientização utilizando canais de comunicação mais utilizados pelos jovens, além de palestras em escolas para que assim estes tenham consciência das consequências que levarão para o resto da vida se não tiverem cuidado com as DSTs/ISTs. Garantindo, assim, o que está escrito na Constituição Federal de 1988, representante máxima da democracia brasileira.