O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/10/2019

Doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), como sugere o nome, têm origem através do contato sexual, como por exemplo: sífilis, AIDS, hepatite, herpes e HPV. Ademais, para algumas dessas DST’s há vacina, como o caso do câncer de colo do útero, porém, hodiernamente, sabe-se que o uso de preservativo é o meio mais eficaz para evitá-las. No entanto, a saúde sexual dos jovens sempre foi tratada como um tabu –algo a ser evitado de falar-, a qual somada ao início precoce e a negligência em ir ao médico, por exemplo, corroboram ainda mais para que as doenças aumentem sem precedentes. Urge, portanto, discutir suas causas e consequências.

Mormente, segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), os jovens, comparados com uma década atrás, estão fazendo sexo cada vez mais cedo. Porém, o mesmo artigo mostra que a falta de abordagens sobre o tema no convívio deles, os levam a não compreenderem de fato seus riscos. Ainda, segundo o pensamento do filósofo Kant, a humanidade é fruto do ensino a qual recebe, ou seja, a falta de conhecimento a respeitos das DST’s, revela que as escolas e famílias estão abdicando do ensino aos seus alunos/filhos. Sem o conhecimento prévio, portanto, eles ficam mais suscetíveis a não se prevenir e, consequentemente, contrair a doença.

Sobre outro ângulo, outro fator que ajuda no aumento de casos é a negligência de ir ao médico e de usar camisinha. Na série: “Vitória: a vida de uma rainha”, é mostrado o conflito de Ernesto o qual adquire uma DST e, só após os sintomas aparentes, passa a frequentar o hospital para controle da doença. Apesar de retratar o século XIX, o ocorrido não está distante da contemporaneidade. Sobre isso, o Ministério da Saúde expôs que 1 em cada 3 brasileiros não costumam ir ao médico periodicamente. Desse modo, conclui-se que além da ausência da educação, muitos jovens, ao ignorar a ida ao médico, podem propagar ainda mais essas doenças, haja vista que a AIDS, por exemplo, nem sempre manifestará sintomas.

Destarte, faz-se mister adotar medidas de controle das doenças sexualmente transmissíveis. Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde e da Educação, em coalizão com escolas e centros de saúde, promover, em primeiro momento, pautas sobre educação sexual nas instituições de ensino, seja com palestras ou atividades interdisciplinares as quais estimulam a interação dos jovens com o tema. Além disso, incentivá-los a realizar exames periódicos para prevenir a proliferação de doenças, como também, falar sobre camisinhas e algumas vacinas recomendadas. Desse modo, será possível reduzir e preservar a saúde dos brasileiros no combate às DST’s.