O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 09/07/2023

Há trinta anos via-se uma pandemia que matava em poucos dias, se achava que era restrita a um grupo, nisso artistas muito aclamados começaram a morrer como Cazuza, Renato Russo e Freddie Mercury e, percebeu-se que ninguém estava imune a tal doença. Hoje a AIDS não é temida por muitos jovens e vem crescendo de novo o número de casos. Logo, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre jovens brasileiros advém do destemor que essas doenças podem causar, além dos tabus que permeiam os doentes.

Em primeira análise, a nova geração de jovens não teme a infecção, o que aumenta os casos entre eles. Isso ocorre porque com o avanço da medicina a expectativa de vida das pessoas infectadas com o vírus da AIDS aumentou, além das curas e tratamentos para sífilis e gonorreia sendo mais eficazes. Nesse sentido, amainou o perigo da infecção por DSTs, o que fez aumentar os casos durante os anos, e de acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, foram 38.000 casos de AIDS registrados no Brasil. Dessa forma, os jovens precisam voltar a ter medo das doenças sem que haja estigmatização.

Em segunda análise, e importante notar que há um preconceito acerca das DSTs. Isso advém de uma associação errônea feita nos anos 80 entre essas doenças e os homossexuais, que foi reforçada e rotulada pela mídia da época. Assim, no imaginário coletivo essas DSTs ainda estão vinculadas a certos grupos, e com isso dispensam o uso de preservativos e cuidados na hora das relações sexuais. Além disso, o precário acesso à informação e notícias falsas sobre sexo, sexualidade e doenças prejudica e banaliza o assunto entre os jovens, uma pesquisa divulgada pelo site UOL mostrou que de 10 jovens 6 fazem sexo sem camisinha.

Portanto, perceber que o crescente número de jovens infectados com doenças sexualmente transmissíveis se deve a muitos tabus e uma crença de que essas doenças não são tão graves. Assim é dever do ministério da saúde junto com a mídia de alertar e incentivar jovens através de propagandas e reportagens sobre o aumento de casos e como prevenir para a maior conscientização e, permitindo acesso à informação segura sobre DSTs, para que seja debatido com a devida importância, e talvez assim o número de infectados torne a diminuir.