O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/10/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, a banalização, pelos jovens, dos riscos de contrair DSTs impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A priori, destaca-se a falta de orientação escolar e familiar sobre o assunto, que ainda é pouco abordado dentro das casas e das instituições de ensino. Tal desinformação promove, entre a sociedade jovem, o desuso do preservativo pela descrença de poder adquirir uma possível DST. De maneira análoga, por consequência da ignorância sobre a tema, muitas mulheres que fazem uso de outros métodos contraceptivos acabam abrindo mão da utilização da camisinha e se põem em perigo.
Em segundo plano, faz-se mister salientar, ainda, a falta do hábito de fazer exames para essas doenças como impulsionador do problema. Segundo o Pcap 2013, mais de 70% dos jovens nunca fez o teste para o HIV. Diante de tal contexto, é possível perceber que, no Brasil, muitos dos indivíduos infectados não sabem de sua própria condição, problema esse que pode acarretar em vários outros casos de contração dessas doenças.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde devem tornar obrigatória a educação sexual nas escolas, além de elaborar campanhas em prol do uso do preservativo e da importância dos testes e dos tratamentos para as doenças sexualmente transmissíveis. A partir dessas ações espera-se promover a orientação necessária sobre tal assunto para toda a coletividade, garantindo a diminuição dos índices de DSTs e a melhoria na qualidade de vida da nação.