O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 09/09/2019

A série brasileira “Positivos” retrata de forma direta e verdadeira o cotidiano de pessoas que convivem com o vírus HIV, vítimas de preconceito e discriminação, além de alertar sobre a atual situação da AIDS no Brasil. O aumento das doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, tem avançado entre os jovens brasileiros e ameaça a saúde desses. Nesse contexto, é primordial debater o aumento das DSTs entre os jovens, impulsionado tanto pela escassez de informação acerca do ato sexual, quanto pela banalização da prevenção.

Convém ressaltar, a princípio, que o sexo é um tema pouco abordado pela sociedade, por ser considerado um “tabu”. De acordo com o filósofo Michel Foucault, há diversas formas de controle e exclusão do discurso, como o “tabu do objeto” ou “palavra proibida”, em que determinados assuntos não devem estar em nosso discurso, dentre esses, o sexo é um exemplo. Sob esse viés, o tabu em torno do sexo se torna tóxico à qualidade de vida, pois corrobora a falta de entendimento sobre as doenças transmitidas através do ato sexual. Assim, é necessário orientar os jovens para que toda relação sexual seja realizada com proteção e segurança.

Outrossim, grande parte do público jovem tem negligenciado a prevenção às doenças sexuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), menos de 60% dos brasileiros entre 15 e 24 anos usam preservativo; e mais de 70% nunca fez o teste de HIV na vida. Tal quadro é preocupante, pois causa, principalmente nos jovens, o aumento de infectados pelas DSTs, como a sífilis e a gonorreia. Em vista disso, é essencial alertar os jovens para que esses deixem de banalizar a prevenção à essas doenças e sejam conscientizados a respeito das consequências do sexo desprotegido.

Entende-se, portanto, que é imprescindível que o Poder Público aja para amenizar o aumento das DSTs entre os jovens. Cabe às escolas desenvolverem a percepção dos perigos do sexo sem proteção, por meio de palestras, dados estatísticos e participação de profissionais da área da saúde, haja vista que esses poderão esclarecer dúvidas e mitos em relação ao tema. Com tal medida, espera-se estimular a utilização dos preservativos, como a camisinha e, consequentemente, desconstruir o tabu que permeia esse assunto, uma vez que o diálogo cria base para colaboração. Feito isso, realidades como a exibida em “Positivos” estarão cada vez menos presentes na sociedade brasileira.