O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/11/2020
De acordo com a Constituição Brasileira, a saúde é direito de todos e dever do Estado, o qual deve garantir, mediante políticas sociais e econômicas, à redução do risco de doença e o acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Em contrapartida, o número de jovens infectados sexualmente está crescendo. Nessa perspectiva, torna-se premente analisar as principais razões para tal impasse: falta de dialogo sobre sexualidade e a diminuição do uso de preservativo.
Em primeira análise, é lícito postular que a conversa sobre sexo com adolescentes é considerado um tabu. Como consequência, eles iniciam a vida sexual sem ter total noção de como proceder, ou tem como base os matérias pornográficos da internet, os quais propagam idéias destoadas sobre as relações sexuais. Segundo a psicóloga Raquel Jadozza, o sexo não deve ser tratado como um fantasma, mas que para cada faixa etária é necessária uma abordagem e linguagem adequada para assim evitar situações de risco em longo prazo. Isto é, a conversa faz-se necessária para o ensino aos adolescentes sobre a importância da proteção de doenças. Dessa forma, é necessário acabar com tal comportamento.
Faz-se mister salientar, ainda, que o sucesso dos tratamentos e a queda dos casos de doenças, paradoxalmente, fez com que os jovens se preocupassem menos com o uso dos preservativos. Historicamente, uma espécie de camisinha foi desenvolvida em 1500, quando o anatomista italiano Gabrielle Fallopius inventou um de “saco de linho” para proteger seus pacientes da sífilis, depois com os avanços advindos da Revolução Industrial surgiu à borracha e posteriormente o látex, mais sofisticada e massificada. Em decorrência disso, os casos de doenças tiveram grande baixa. Contudo, hodiernamente o uso desse produto está regredindo, uma vez que a população pensa que essas infecções não são mais uma ameaça. Dessa maneira, é evidente a necessidade de disseminar a persistência delas.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a superar esse impasse. Logo, urge que o Ministério da Educação, em conjunto com escolas, inclua a disciplina de educação sexual no currículo escolar dos ensinos fundamental e médio, com o objetivo de incentivar a conversa sobre relações sexuais em âmbito escolar e familiar, é importante enfatizar que tal proposta deve respeitar as limitações de cada idade. Ademais, o Governo, por meio da maior parcela de tributos destinados a essa causa, desenvolva campanhas midiáticas na internet, com o intuito de atingir grande parcela de jovens e gerir efeitos mais perceptíveis, sobre a insurgência das enfermidades advindas da negação do preservativo. Desse modo, será possível caminhar para um Estado que visa cumprir o decreto constitucional.