O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/10/2019

A sífilis, no século XVI, representou um grande terror, com sua altíssima velocidade de disseminação, em uma sociedade com escassos métodos de proteção sexual ou sequer conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis. Com o passar dos séculos, o avanço tecnológico da medicina, atrelado à urbanização, conquistou uma diminuição significativa da incidência dessas doenças. Contudo, o aumento de casos de DST entre jovens brasileiros, em plenos século XXI, é alarmante. Isso dá-se, principalmente, por uma educação sexual insuficiente e acarreta efeitos catastróficos para a saúde pública do país.

Primeiramente, para garantir a inserção do avanço de conhecimentos medicinais e preventivos sobre as DST na sociedade, deve-se sempre buscar maior efetividade e modernização do ensino sexual nas escolas. Desse modo, assuntos como a valorização da vida, os resultados benéficos à saúde do uso de preservativos e os danos gigantescos causados pelas doenças sexualmente transmissíveis tornam-se de conhecimento geral dos jovens. Como dito pela consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Valéria Paes, os jovens não vivenciaram terrores do passado, como mortes por complicação da AIDS e, por isso, tem menos prudencia. Indubitavelmente, a forma mais prática de ensinar, desde a juventude, os malefícios das doenças sexuais é por uma metodologia mais contundente com a sociedade contemporânea. Assim sendo, a necessidade de uma educação sexual eficiente, que encara o uso de preservativos como um cinto de segurança para o bem-estar da vida do jovem, torna-se evidente.

Por consequência do aumento de casos de doenças sexuais entre os jovens,a saúde pública brasileira,que seria o conjunto de medidas executadas pelo Estado para garantir o bem-estar físico,mental e social da população,encontra-se abalada.Haja vista que as DST são doenças de difícil detecção,pois apresentam poucos sintomas e muitas vezes são assintomáticas,elas podem trazer consequências secundárias severas que prejudicam a saúde reprodutiva e bem-estar social,algumas de suas consequências envolvem aborto espontâneo, infertilidade,disfunção erétil e até mesmo morte se não tratadas corretamente.Assim sendo, deve ser prioridade do Estado o combate ao avanço das doenças sexuais.

Infere-se, com isso, que a organização brasileira frente as DST merece reavaliação.A priori,o Ministério da Educação, atrelado a pedagogos e especialistas em infectologia,por meio de redirecionamento de verbas destinadas à pesquisas, deve inserir um novo modelo de educação sexual,que priorize a adequada disseminação de conhecimentos, a fim de combater o avanço das doenças sexuais que aterrorizam a população. Dessa forma, será garantida a saúde sexual aos jovens.